Wednesday, April 29, 2009

Eu trabalho à 6ª-feira

Amigos,
Não escrevo a pedir-vos para não votarem no PS.
Esta é uma mensagem na qual manifesto a minha indignação, por palavras que foram ditas por um homem que já ocupou o cargo de Presidente da Assembleia da República (ver texto após a foto).
É discutível se os nossos deputados ganham muito ou pouco (cerca de 3700 ilíquidos), pois se por um lado está o peso de toda uma nação que vota assente naqueles homens e mulheres, a responsabilidade de andar com todo um país para a frente, por outro estão os resultados do uso dessa mesma responsabilidade. Que sentir quando se ouvem tais palavras? Tive um professor que me ensinou que todos os sentimentos são verdadeiros. Se me sinto agastado é porque estou e pronto. Sinto que quem tem que levar um país em crise para a frente, está na maior de todas as crises: o egocentrismo. Uma sala onde os deputados estão virados uns para os outros em hemiciclo, só convida a apontar o dedo. Olhando eles para trás, teriam a oportunidade de ver um país belo com um povo simpático que trabalha à 6ª-feira. Se há deputados que acham penoso cumprir com as suas obrigações, há gente que acha penoso ser espezinhado por gente que por si foi eleita.

Os meus cumprimentos


Almeida Santos e as faltas dos deputados: « Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».

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